Soares Chronicles #99: Uma Palavra

[Boy:] On a hot summer night, would you offer your throat to the wolf with the red roses?
[Girl:] Will he offer me his mouth?
[Boy:] Yes.
[Girl:] Will he offer me his teeth?
[Boy:] Yes.
[Girl:] Will he offer me his jaws?
[Boy:] Yes.
[Girl:] Will he offer me his hunger?
[Boy:] Yes.
[Girl:] Again, will he offer me his hunger?
[Boy:] Yes!
[Girl:]And will he starve without me?
[Boy:] Yes!
[Girl:] And does he love me?
[Boy:] Yes.
[Girl:] Yes.
[Boy:] On a hot summer night, would you offer your throat to the wolf with the red roses?
[Girl:] Yes.
[Boy:] I bet you say that to all the boys!

It was a hot summer night
and the beach was burning.
There was fog crawling over the sand.
When I listen to your heart
I hear the whole world turning.
I see the shooting stars falling
through your trembling hands.

You were licking your lips
and your lipstick shining.
I was dying just to ask for a taste.
We were lying together in a silver lining
by the the light of the moon.
You know there’s not another moment
Not another moment
Not another moment to waste.

You hold me so close that my knees grow weak.
But my soul is flying high above the ground.
I’m trying to speak but no matter what I do
I just can’t seem to make any sound.

And then you took the words right out of my mouth.
Oh it must have been while you were kissing me.
You took the words right out of my mouth.
And I swear it’s true,
I was just about to say I love you.
And then you took the words right out of my mouth.
Oh it must have been while you were kissing me.
You took the words right out of my mouth.
And I swear it’s true,
I was just about to say I love you.

Now my body is shaking like a wave on the water
And I guess that I’m beginning to grin.
Oh we’re finally alone and we can do what we want to.
The night is young
And Ain’t no-one gonna know where you
No-one gonna know where you
No-one’s gonna know where you’ve been.
You were licking your lips
and your lipstick shining.
I was dying just to ask for a taste.
We were lying together in a silver lining
by the the light of the moon.
You know there’s not another moment
Not another moment
Not another moment to waste.

And then you took the words right out of my mouth.
Oh it must have been while you were kissing me.
You took the words right out of my mouth.
And I swear it’s true,
I was just about to say I love you.
And then you took the words right out of my mouth.
Oh it must have been while you were kissing me.
You took the words right out of my mouth.
And I swear it’s true,
I was just about to say I love you.

You took the words right out of my mouth, Meat Loaf

 

Eu pensei em escrever só uma palavra hoje. Mas achei que ia ser pretensioso demais até pra mim. Mas eu gosto de palavras, da palavra certa, da frase que não precisa ser perfeita, mas bem usada, no momento certo.

 É por isso que eu acho engraçado como uma palavra pode causar tanta confusão entre as pessoas. Como a mesma palavra tem diferentes significados para cada pessoa em cada situação.

 Eu aviso que vou fazer algumas considerações sem o menor sentido ou boas referencias porque eu estou com preguiça de achar os livros certo para consultar, mas foda-se.

 Na faculdade eu gostei muito de estudar dois filósofos, Quine e Wittgenstein, dois filósofos da linguagem. Duas visões bastante diferentes de como a linguagem funciona.

 O Wittgenstein vai manter que usamos a linguagem como uma forma de interpretar o mundo, é importante lembrar que o mundo são fatos, não coisas. A linguagem funciona como um modelo do mundo, é a maneira de transmitirmos um fato à alguém. Seja esse fato, o que for, contar uma história, descrever um pensamento, enfim, é a nossa maneira de comunicarmo-nos entre nós.

 Mas nossa linguagem é limitada, ela nem sempre traduz a totalidade do que queremos dizer. Vamos combinar que é um MAS bem grande. Além desse, tem outro mas: nem sempre utilizamos o mesmo “jogo de linguagem”, nem sempre falamos com alguém que sabe o que nós queremos dizer (nem sempre, provavelmente quase nunca). Pro Wittgenstein “a minha linguagem é o limite do meu mundo”.

 Já o Quine vai trabalhar dois problemas, a indeterminação da tradução e a linguagem como uma ferramenta social. Ele vai desligar a idéia de que uma palavra esta intimamente ligada à um objeto, o significado de uma palavra não está em uma correspondência à algo, mas ao modo como usamos a palavra. Cada um de nós possui o seu próprio jogo de linguagem, que pode mudar a cada ocasião, e nem sempre podemos determinar com precisão o que ela significa. É por isso que linguagem é uma coisa legal.

 A palavra se forma letra por letra na nossa mente, a frase vai aparecendo aos poucos na tela do computador, e ela vai ter um sentido totalmente diferente pra ti que ta lendo.

 É por isso, também, que ela é tão importante. É porque uma palavra pode fazer toda diferença, pode encerrar esperanças, pode abrir comportas. Uma palavra pode fazer tudo, desde que seja a palavra certa.

 Qual é a palavra certa? Não sei, eu ainda não ouvi. Mas pensa bem antes de dizer, sabe-se lá o que vão interpretar do que tu disse.

 “As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.”

Ludwig Wittgenstein

 “A linguagem está nos postos de comando da imaginação.”

Gastón Bachelard, A Terra e os Devaneios da Vontade

 —

M Soares

soaresontheroad@yahoo.com

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2 pensamentos sobre “Soares Chronicles #99: Uma Palavra

  1. E você nem sabe mas a poesia anda te pegando de jeito,é a velha fábula de Rubem Alves sobre a cebola.Num certo dia uma mulher entrou num consultório terapêutico,se deitou no divã e declarou:-Estou ficando louca!daí o terapeuto esperou que ela dissesse o pq de pensar assim.Ela explicou que ao cortar a cebola em um dia qualquer reparou nos anéis da cebola,teve a impressão de estar vendo a rosácea de uma igreja gótica,analisou e concluiu que era um objeto de arte.Daí em diante tudo que ela começou a ver lhe causava espanto.Foi então que o terapeuta respondeu:-”Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.
    Esse é o seu muro. =D

    ps:Pode contar comigo no outro blog.

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