Soares Chronicles #101: 2013, o Ano da Reconciliação

What else should I be?

All apologies

What else could I say?

Everyone is gay

What else could I write?

I don’t have the right

What else should I be?

All Apologies.

In the sun

In the sun I feel as one

In the sun

In the sun

Married!

Buried!

I wish I was like you

Easily amused

Find my nest of salt

Everything is my fault

I’ll take all the blame

Aqua seafoam shame

Sunburn, freezerburn

Choking on the ashes of her enemy

In the sun

In the sun I feel as one

In the sun

In the sun

Married, Married, Married!

Buried!

Yeah yeah yeah yeah

All in all is all we are

All Apologies, Nirvana

 

É, eu sei, post atrasado e tudo o mais. Afinal o ano da reconciliação já está na metade, sua principal razão de ser já foi resolvida e eu não falei nada sobre isso.

O ano passado foi mais interessante, eu falava “é o ano das más decisões”e o pessoal me olhava com aquela cara do que esse cara tá falando? Agora, 2013, o ano da reconciliação não causa tanto espanto.

Enfim, a idéia é a seguinte, durante o ano de 2012, um amigo meu, de muitos anos, me pediu um favor: que eu não o convidasse para mais nada. Ele me pediu isso por motivos que não vem ao caso, ou seja, a mulher dele mandou. Eu, muito prestativo, cumpri o pedido a risca. Com extrema competência até. Ele ficou puto com isso.

Já é conhecimento público que se tu quiser brigar com alguém é fácil, é só fazer exatamente o que essa pessoa pediu. Não tem erro. Experimentem.

Ao longo do restante do ano de 2012, alguns amigos foram constantemente apontando que eu estaria errado em fazer exatamente o que haviam me pedido. Vale ressaltar que eles só enchiam o meu saco, o de quem me pediu, não. Pra esse cara eles nunca falaram nada, o idiota da história era só eu e só o meu saco eles aporrinhavam.

Então ao final do ano de 2012 eu propus que 2013 fosse o ano da reconciliação, onde eu, com sinceridade e pureza no coração, na primeira oportunidade, buscaria a reconciliação e retomada de nossa amizade com esse amigo, com a qual, presumivelmente eu havia errado. Isso aconteceu logo cedo no ano. Talvez por isso que a tagline da reconciliação tenha perdido um pouco a graça.

E agora fazendo uma pequena reflexão, eu cheguei a conclusão que eu briguei com pouca gente durante a vida. Algumas pessoas escolheram se afastar, as outras eu escolhi me afastar, mas não brigamos. Algumas realmente brigaram comigo, apesar de que eu não tenha brigado com elas, veja bem, não significa que eu não tenha dado motivos para brigarem comigo, isso é outra história. Só algumas vezes, que talvez não encham uma mão, eu realmente comprei uma briga e fui até as últimas conseqüências. Só as vezes que eu me importei o bastante. Como essa.

E sabe o que mais? Eu brigava de novo. Fazia tudo novo. Por que? Porque eu acho que eu tava certo. Aliás, eu acho o cacete, eu tenho certeza que eu estou certo.

Afinal, eu tenho a idéia de que quando alguém te pede alguma coisa, não faz diferença o que, ela sabe o que tá fazendo. Ela refletiu, pensou nas conseqüências e chegou a conclusão que pedir aquilo é uma boa idéia, porque isso é o que ela quer. Mais ou menos como ir no Mcdonalds, tu olha as figurinhas, escolhe a que te agrada mais e pede, sei lá, um Big Mac, se tu não gosta de picles, tu não pede o Big Mac, simples.

Depois de uma certa idade a gente tem que saber o que está fazendo. Eu entendo que nem sempre a gente sabe, mas isso não serve mais como desculpa. Eu realmente acredito que eu tenho que saber o que eu faço. Mesmo. Nesse exato instante eu sei o que eu estou escrevendo e acho que vale a pena eu escrever isso. É parte crucial do nosso amadurecimento como ser saber o que a gente faz, ter certeza de que isso é o que a gente quer, assim como também é reconhecer o nosso erro.

Entendam, eu não acho que um de nós estivesse realmente errado, cada um de nós fez o que achou certo. Acho que a única diferença é que eu sabia o que eu estava fazendo.

“Ninguém presta à sua geração maior serviço do que aquele que, seja pela sua arte, seja pela sua existência, lhe proporciona a dádiva de uma certeza.”

James Joyce

M. Soares

soaresontheroad@yahoo.com

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